“O SOM TEM QUE SACUDIR TRASEIROS”

É com essa filosofia que o britânico Tim Healey comanda seu label, Surfer Rosa, injetando produções de artistas brasucas no exterior

Anda cada vez mais afinada a sintonia entre Tim Healey e o Brasil. Há sete anos, o britânico é visitante assíduo do país. Ele diz que sua gig mais marcante foi no réveillon 2008/2009, na Barra (Rio de Janeiro), junto com Paul van Dyk, diante de um milhão de pessoas. “Poucos músicos do mundo têm a sorte de tocar para um público tão enorme assim, e eu sou um deles. Por isso, obrigado Brasil”, agradece, quando deveria ser justamente o contrário. O DJ aumentou sua extensa lista de gigs por aqui em julho, quando foi uma das atrações da edição de cinco anos do Winter Music Festival no Green Valley (Camboriú/SC).

Buscando mais do que apenas tocar, Tim tem investindo forte em artistas brasileiros novatos e ajudado a espalhar produções brasucas nas pistas gringas por meio do seu label Surfer Rosa Records. Um dos lançamentos mais recentes é o EP Submission, do The H20 Project (pilotado por Robson Lucena a.k.a. Azul). “Adorei o som dele e esse disco é muito, muito poderoso”, resume. Em breve, o DJ promete soltar um EP de Black Spark (codinome do DJ/produtor Luciano Oliveira).

Outra aposta de Tim é o Dirtyloud (Eduardo Nascimento e Marcus Vinicius). “Cuidamos da tour que eles fizeram recentemente na Europa. Agora em setembro partem pra segunda tour deles nos Estados Unidos”, conta, elogiando o remix em versão dubstep que o duo fez da track Vandalism, de Porter Robinson.

Aos brasucas interessados em lançar material pelo label, Tim está de braços abertos, mas adverte: “infelizmente não basta apenas ter uma boa track. O artista precisa ter perfil, um grande nome, logomarca, fotos e material de divulgação. Lá fora é uma competição dos infernos, por isso precisamos ter tudo organizado antes de lançar um disco”, sentencia, ressaltando que o label está de olho “em todas as formas de electronic dance music”. “Pra mim, Surfer Rosa é o som de uma beach party perfeita. Não importa se é electro, dubstep, bass line? O que importa é que o som faça seu traseiro sacudir”, define, com bom humor.

FÃ DE PIXIES

Sobre o nome do label, acertou quem pensou em Pixies. Fã do lendário quarteto de Boston, Tim batizou o selo com o título do primeiro disco deles. “Surfer Rosa é um dos meus álbuns favoritos. Já vi alguns shows do Pixies. É uma banda que detona pra valer e consegue transitar do barulho ao pop, que é o que fazemos no selo”, explica.

Outro lançamento apetitoso do label é uma compilação que celebra seus dois anos de existência, prevista para sair nesse mês de setembro. “Serão 20 tracks, muitas exclusivas, além de uma nova minha com Tomcraft e um remix de Dr. Who”, revela Tim, adiantando que outras novidades devem pintar. “Temos um novo artista japonês chamado BanVox, que é tão bom quanto Skrillex e Zedd, além de um EP do italiano Fatso, dentre outras coisas”, enumera o britânico. Com tudo isso rolando, ainda tem gente que continua a azucrinar com a velha discussão mainstream versus underground. Tim demonstra uma visão realista e sensata sobre o tema. “As coisas vêm e vão, viram moda, ficam datadas. Sou DJ há 20 anos e sempre vai ter lugar no meu coração para coisas underground e mainstream. Cada uma é brilhante à sua maneira”, sentencia, de maneira sublime.

Por Marcio Furuno

Matéria: http://portalelectromag.com.br/magazine/destaques.php?view=56

One Comment

  1. A cabee7a do povo brasileiro mudouQuando os Jogos Oledmpicos comee7aram eu acvaha que a cabee7a dos brasileiros com relae7e3o a participae7e3o brasileira havia mudado. E mudou. Antes, todas as medalhas eram comemoradas, mas as finais, posie7f5es importantes e colocae7f5es que superam as expectativas mas ne3o chegavam ao pf3dio eram esquecidas. Agora, ate9 mesmo as medalhas de prata e bronze se3o pouco comemoradas e as pessoas sf3 este3o se importando com a medalha de ouro.Pessoas que ne3o acompanham o esporte durante quatro anos voltam todas as expectativas para os Jogos Oledmpicos, inclusive a meddia brasileira que pf5e todas as expectativas em atletas que realmente ne3o estavam cotadas entre os medalhistas, como Jade na gine1stica, Jadel no atletismo, Tiago Pereira na natae7e3o, Edinanci no judf4 etc Ser campee3o no mundial agora virou deme9rito. Os treas medalhistas de ouro no ano passado ne3o conseguiram repetir o feito em Pequim, assim como 12 dos 14 campef5es e se3o criticados como decepe7f5es. Poxa, dos 14 campef5es mundiais de 2007 apenas dois repetiram o feito com o ouro em Pequim. Apenas quatro paedses ganharam treas medalhas ou mais no judf4 e nf3s fomos um deles! E todos criticando os judocas brasileiros. E quem critica e9 sempre aquele que fica quatro anos sem ver nada sobre o esporte, chega na e9poca das olimpedadas, compra um guia das Olimpedadas e ve as mate9rias especiais de televisf5es e vea: Brasil tem treas campef5es mundiais! Descobre os nomes e se estes ne3o forem ouro se3o xingados!Tiago Pereira e9 quarto colocado numa prova que tem o gigante Michael Phelps, o dono de cinco medalhas oledmpicas Ryan Lotche e Lazlo Cseh, que levou quatro medalhas em Pequim. E e9 criticado por ter sido quarto lugar nesta prova pelo fato de ele ter sido campee3o pan-americano seis vezes ano passado. Mais uma vez ter sido campee3o vira deme9rito.Todos sabiam do problema psicolf3gico que tem Jade Barbosa e a maioria das atletas da equipe de gine1stica. Ningue9m acompanha elas nestes quatro anos, a ne3o ser nos Jogos Pan-americanos. Nossa atleta cai, chora e e9 recebida com risadas por todos que mal sabem que ela conseguiu o melhor resultado da histf3ria da gine1stica, assim como toda a equipe.Quem critica se3o exatamente aqueles que ficam sabendo das chances de medalhas pela meddia em geral, que coloca atletas muito bons, mas ne3o os melhores do mundo, entre os cotados para uma medalha. Se3o aqueles que nunca tinham ouvido falar de Me1rcio e Fe1bio Luiz, mas que o criticam pela derrota no tie breake de uma final oledmpica, sem saber que quem era favorita era a dupla adverse1ria, nfamero 1 do mundo.Se algue9m merece credtica nessa delegae7e3o ne3o se3o os medalhistas que deixaram o ouro escapar e sim atletas como os do futebol e do hipismo que se3o milione1rios, treinam fora e tem todo o apoio que podem. Por que Rodrigo Pessoa, que mal fala portugueas, nasceu na Frane7a, quase desistiu de vir para o Brasil disputar os Jogos Pan-americanos e tem toda a infra instrutura europe9ia e9 aplaudido pelo quinto lugar e as pessoas reclamam dos sofridos atletas do atletismo e da gine1stica que tem um pe9ssimo apoio no Brasil?Obviamente esperava mais da participae7e3o brasileira nos Jogos, esperava medalhas de Diego Hipf3lito, Joe3o Derly, volei de praia feminino. Mas se essas ne3o vieram os menos culpados se3o os atletas, que treinam quatro anos para um objetivo e se conseguem recebem um tapinha nas costas. Se ne3o conseguem se3o xingados de amarelf5es ate9 que conquistem um ouro oledmpico!A real culpa e9 da imprensa brasileira que coloca expectativa em quem ne3o deve e principalmente quem ne3o acompanha nada de esporte durante quatro anos, chega nos Jogos Oledmpicos e tem ataques de anti brasileirismo falando que somos os piores do mundo, sem ao menos saber as reais possibilidades do Brasil.Falta dinheiro, falta apoio, faltam te9cnicos, falta estrutura, falta pfablico em torneios nacionais, faltam transmissf5es de TV, falta espae7o na meddia, faltam psicf3logos! Mas o que ne3o falta e9 vontade e rae7a dos nossos atletas que se vencem se3o esquecidos rapidamente mas se perdem se3o lembrados para a histf3ria como amarelf5es.TEMOS QUE PASSAR A ESQUECER OS ERROS E LEMBRAR DOS CAMPEd5ES! Fae7a um exercedcio vocea mesmo. Tente lembrar as 10 medalhas conquistadas pelo Brasil ate9 agora. Provavelmente vocea vai precisar de uma ajuda da wikipedia para lembrar. Tente lembrar as “”decepe7f5es””. Com certeza vocea lembrou de todas! Essa e9 a cabee7a do brasileiro, ao inve9s de exautar os campef5es xingam os que ne3o ganham!

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